Segundo post do blog As Cabeceiras

O quarto das crianças, na verdade, foi a primeira porta que se abriu. O quarto deles é muito pequeno, e tinha mandado fazer duas camas sob medida, com medo de comprar outras camas e não ter espaço no quarto. As camas chegaram, e eu, particularmente, não gostei. Passados alguns dias, os extrados das camas já haviam quebrado. O do meu filho ficou pior, não dava mais pra deitar na cama. Os colchões também estavam muito velhos. A gente sentia o extrado da cama nas costas. Fui obrigada a tirar as camas de lá. Eu não gostei. Eles não gostaram. E joguei os colchões fora. Havia um porém, a cabeceira das camas era ótima. Pesada e bem feita. Do jeito que eu havia pedido. Gostaria de poupar as cabeceiras. Resolvi quebrar as camas e salvar as cabeceiras. As madeiras ficaram na lavanderia. Ainda não sei o que vou fazer com elas. Mesmo porquê, vai se gastar mais dinheiro com o profissional para ainda dar um jeito no que restou das camas Vamos com calma né? Uma etapa por vez.

Eles cresceram. E o quarto é pequeno. Aquelas camas estavam espremidas no quarto. Eles não estavam se sentindo bem no próprio quarto. As camas eram pesadas e viviam quebradas. Mandava arrumar, ficava pior. Não havia espaço ali. As camas pareciam enormes. Não ficou prático, e nem um quarto bonito.

Há cerca de um mês decidi comprar colchões novos pra eles. Antes de comprar as camas. A necessidade era urgente. E sempre adiava o que tinha pra fazer naquele quarto. Talvez, porque não ficou tão agradável como queríamos.

Estava um dia ensolarado, e eu já estava pensando em comprar os colchões, mas sempre adiava. As crianças sempre dormiam comigo. Mas agora elas precisavam de um quarto só pra elas. Tinham crescido. Naquele dia fui pela avenida principal do meu bairro. Faltava pouco tempo pra deixar as crianças na escola. Eles foram comigo. Fui olhando as lojas de colchões, andando de carro pela avenida. E quando apareceu a loja que eu pretendia comprar os colchões, parece que alguém conversou comigo e disse: vai, entra na loja, compra os colchões pras crianças. Mas eu pensei, não vai dar tempo de levar as crianças pra escola…Pode entrar na loja e comprar os colchões, dá tempo sim. A loja estava à minha esquerda. Sinalizei e segui adentro. Finalmente entrei na loja com meus filhos.

Logo que entrei, fui muito bem recebida. Fiquei meio perdida em meio há tantos colchões, e fiz a primeira pergunta que me veio à mente ao vendedor: quais os colchões mais baratos que o senhor tem? Ele me mostrou e disse: são os colchões dessa linha aqui. Olhei e lembrei dos colchões antigos das crianças. Vi um colchão meio que de longe. E fui até aquela linha de colchões. Quando vi um deles, me apaixonei. Mas o preço também tinha aumentado. Olhei para os colchões e não podia mais deixá-los pra trás. Tinha que levá-los. As crianças brincavam na loja. Perguntei ao vendedor quanto eles valiam. E ele respondeu. Eu disse: vou levar dois colchões de solteiro. Então, ele me levou até uma mesa, onde sentamos e na hora de pagar os colchões, o Sr. Joaquim me perguntou: por que você não leva o conjunto?

As crianças iam precisar das camas de qualquer jeito. Seria um negócio muito mais vantajoso pra mim. Porque tinha certeza que ficaria bonito no quarto. Economizaria tempo e dinheiro. Mas o principal é o que mais conta. O principal é porque eu tinha certeza.

Fechei um excelente negócio. As crianças se divertiram na loja e assim que eu quiser tomar um café na loja serei muito bem vinda. É maravilhoso quando você está indecisa, e a outra pessoa tem todos argumentos contra sua indecisão. Sem contar que é o que você realmente queria. Você só não decidia. Agora crianças mais felizes, e mamãe mais ainda.

Nesse dia todos voltamos satisfeitos e felizes daquela loja, porque era um sonho realizado.

As cabeceiras da cama estavam em péssimas condições, com rabiscos de caneta marcador permanente e ambas cheias de adesivos. Para limpá-las, cheguei a pensar em me desfazer delas. Puxei os adesivos, um por um, e aquela cola ficava grudada na madeira. Elas estavam cheias de manchas. Tive de esfregá-las com sapólio e palha de aço. Usei até lixa de acabamento para tirar todas as marcas. Mesmo assim deixei elas de molho um tempo. Ficaram impecáveis. A força de vontade foi primordial nesse momento, pois também tive que quebrar as camas antigas. Foi muito trabalhoso. Arranquei todos os pregos, um a um.

Realmente, é um sonho conquistado!!!

Aqui dorme uma princesa!!!!

Por renquanto, ainda estou arrumando o quarto. Gostaria de pintar. Esse quarto precisa de uma pintura urgente. As paredes estão todas riscadas e o papel de parede descolando, devido à infiltração. Já ultrapassamos vários desafios. Vamos conseguir vencer este também.

Aqui tem um super herói!!!

Os brinquedos também ficavam espalhados por toda a casa. Misturavam os brinquedos dos dois, tendo sempre de estar separando, nunca achavam suas coisas, por isso faziam mais bagunça. Não tinham zêlo com os brinquedos. Comecei recolhendo todos os brinquedos espalhados pela casa, e os separei entre os da Sarah e os do Miguel. Joguei os brinquedos quebrados fora. E limpei os que ficaram. Consertei alguns. E tentei organizá-los dessa forma, por enquanto, com cestos organizadores. De uma imensa utilidade para esse propósito.

Passamos por um turbilhão em nossas vidas nesses últimos dois anos, provocando um caos generalizado. Mas quando tudo vai se perdendo, por íncrivel que pareça, somente quando você acha que é o seu fim, é que você consegue enxergar que tudo que você construiu está acabado, neste exato momento você também consegue enxergar nitidamente o que realmente importa pra você. Estou tentando descrever como se fosse uma ilusão de ótica. Quando tudo se perde, o essencial fica. É quem você é. Trata-se da causa e do efeito. Estamos retomando nossas vidas de volta.

Quando meu filho era bem pequenino, conforme ele foi crescendo, notei que ele não falava quase nada. Apresentava muita dificuldade para a fala, a linguagem. Não era audição, porque sabia que ele ouvia bem. Estava sempre atento quando eu o chamava. Queria que isso mudasse. O que eu poderia fazer?

Toda criança precisa de um super herói. Assim, comecei a alugar todos os filmes do Homem Aranha. Assistíamos todos os dias!!! Ele adorou!!! Logo, já estava falando: homem aranha!!! Não precisei levá-lo a um fonoaudiólogo. Não que isso sirva pra todos. Isso é uma demonstração do que um super herói é capaz de fazer.

Existem outros super heróis também que fazem toda a diferença em nossas vidas.

Posando para uma foto no aeroporto. Vocês viram como eles ficam agarrados no Homem de Ferro?

E a Frozen? Viralizou com aquele desenho encantado. Ninguém mais lembra da Barbie, todas as meninas querem ser a Frozen, porque ela também é uma super herói. O filme, que é um desenho, é realmente lindo. E tem uma história com final feliz, como todo filme de super heróis, porque o bem vence o mal.

Por que todas as crianças só querem usar fantasias de super heróis?

Acho que não preciso explicar. Essa foto já diz tudo.

Olha alegria do meu filho, olhando para o super herói. Minha filha fica encantada. Eles acreditam nos filmes. Acham que não são pessoas normais. Acham realmente que eles existem. Na verdade, eu também acredito.

Aqui está o íncrivel Hulk!!!

Olha a carinha de alegria deles!!!

Agora chegou a hora de dormir.

Acordando, demos de cara com nosso blog.

Agora voltemos às cabeceiras.

Engraçado que eu havia guardado as cabeceiras porque sabia que valia a pena. Eram peças boas. Mas nunca cheguei a imaginar uma cama box. Foi o vendedor da loja que me inspirou a resolver logo o problema. Ele não sabia das cabeceiras. Ficou perfeito!!!!

As camas são fáceis de movimentar, porque são leves. E em um área pequena, para limpeza, isso facilita muito.

A cama box é toda aveludada em tom marrom claro, que ficou chiquérrimo, junto com o colchão, que também é todo contornado com veludo do mesmo tom. O colchão também é muito macio. O mais importante para as crianças. Você não percebe quando termina um e começa o outro. Um conjunto perfeito.

Um sonho conquistado!!!!

Ainda temos muito pela frente. Queremos mudar a cor do quarto. E terminar nosso desafio.

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