Sinal.

Agora que já falamos sobre esse assunto delicado, podemos voltar à normalidade. Ao que pode ocorrer ao menos uma vez em nossas vidas. O celular está com mal sinal. É horrível quando você quer escrever e isso acontece. Mas às vezes, o sinal também aparece quando você mais precisa. Minha mãe está cochilando depois do almoço. Nunca consegui fazer isso. E invejo as pessoas que dão uma cochilada depois do almoço. Uma inveja boa. Deve ser muito bom. Deitar e em questão de minutos, apagar, dormir e até roncar. As crianças estão assistindo filme com meu irmão. Está mais frio hoje. E choveu hoje também. Cheguei mais ou menos cedo. Estou numa casa cercada de pessoas, mas no momento estou sozinha. Isso acontece muito comigo aqui. É assim que eu me sinto. E acho que com algumas pessoas também. Minha mãe está dormindo e as crianças estão assistindo um filme lá em cima. As crianças nem comentaram sobre a praia. Eles voltam diferentes. No Miguel não noto tanta diferença. Se algum dia elas sentirem necessidade de falar, elas vão comentar. Ficaram felizes, mas não contaram nada de interessante. Houve uma época em que as crianças ficavam lá o dia inteiro, em um dia de final de semana, sem presença do pai, sem a presença paterna, que é o principal fator, as crianças conviverem com o pai. Que ia trabalhar o dia todo neste determinado dia, e ótimo sinal que ele está trabalhando. Mas só voltava à noite. Notei algumas diferenças nas crianças, mas sutis, e não descobri sozinha. Elas que me contaram. Não estavam muito satisfeitas. Sabiam que o pai estava trabalhando naquele determinado dia. E me contaram o que acontecia, depois de algum tempo. Me contaram como elas se sentiam. Minha mãe nem havia comentado sobre isso comigo. Eles não conversaram com a minha mãe. Mas conversaram comigo. Converso muito com meus filhos. Fiquei perplexa. Poderiam jogar bola, praticar um esporte, ou ir ao shopping. Enfim, era um tempo perdido que elas poderiam aproveitar muito bem de outra forma. Então, procurei a hípica. Já havia conversado com meu pai sobre isso antes. E fui sozinha com ele, conhecer o lugar antes de as crianças começarem as aulas. Poderiam aproveitar o dia com a própria mãe. Mas um incoviniente aconteceu, um sinal. Acessaram meu e-mail, ou documentos do meu google drive, e recebi a notificação na hora, porque nossas contas são interligadas. No dia em que estava dando plantão, na época as crianças estavam passando o final de semana na casa do pai delas e o pai delas não estava.Conversei com minha ex-sogra sobre o acontecido. Ela falou pra mim que era mentira! Como eu ia inventar uma coisa dessas? É muita imaginação. Com que propósito, faria uma coisa dessa. Fiquei chocada, desconhecia essas notificações, ou se não me lembro, tentei acionar minha conta do celular do Miguel, e o meu celular enviou uma mensagem, dizendo que minha conta estava sendo acionada de outro dispositivo. De que minhas informações estavam tentando ser acessadas em outro dispositivo. E solicitava minha permissão. E sabia que não eram elas, as crianças, que estavam mexendo no celular, porque eram documentos pessoais. E eles ficam a maior parte do tempo desligados, quando as crianças estão com o pai ou na casa dele. Documentos meus. Que meu pai havia digitalizado tudo pra mim. Estavam todos lá. Todos os meus documentos!!! Não existe uma relação de confiança. Foi um fíasco. Não existe relacionamento. Pelo contrário. A sorte é que finalmente o pai teve uma atitude, e confirmou o acontecido. Que realmente, tentaram acessar meus dados pessoais, mas que não havia sido ele, mesmo porque estava trabalhando. Cheguei a ouvir da avó paterna, uma pessoa muita simples, mas por quê elas não ficam lá sem o celular? Pensei comigo, meu Deus essas crianças já perderam tanta coisa, e agora vão ficar sem o celular por causa da atitude de má fé dos outros? Antes fosse por outro motivo. A pessoa nem tinha se atinado ao fato, do que elas poderiam estar perdendo sem a presença paterna ou a presença da própria mãe. O principal. E agora sem o celular. A questão aqui não é falar bem ou mal. A questão aqui é relatar um acontecimento que afetou particularmente a minha vida, e até a das crianças também. Mas, para melhor. Diante de tal circunstância, mesmo desfavorável, pude saber o que estava acontecendo, o ponto chave que estava escondido embaixo do tapete. Até agradeci a Deus por abrir meus olhos a tempo. Agradeci por terem vasculhado o celular das crianças. De cada circunstância desfavorável, podemos tirar os pontos positivos que vão nos tirar daquela situação. Se formos pessoas boas também. As crianças têm anjos da guarda. E cada um de nós tem. Mas as crianças são mais protegidas, até porque exigem mais cuidado. Deus nos avisa de alguma forma que algo está acontecendo. E as crianças puderam sair daquela situação também. Conversamos. Não foi uma decisão tomada só por mim. Se colocar no lugar do outro. De como o outro se sentiria. Confiando seus filhos a outra pessoa, enquanto eles poderiam estar com a própria mãe, por comodismo próprio. A pessoa passa a se conformar mais com aquela situação que é cômoda pra ela. Não fazer com os outros, o que você não gostaria que fizesse com você, é um ditado popular muito propício para esta situação, e que cabe muito bem❤.

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