Condomínio, casa e padaria.

Existem situações em que você pode ser a maior prejudicada, mas que, ao mesmo tempo não ficam esclarecidas, ou muito bem definidas, as posições quanto a sua pessoa. Você não tem sentença. Mas existe algo contra a sua pessoa, e você está ciente disso, e convive com isso normalmente, durante o ano inteiro. Até outras pessoas participantes que não lhe esclarecem nitidamente o que está acontecendo. E que você não as conhecem. Prejudicam a sua vida. Trata-se de uma vida. E não só de uma pessoa. E de outras duas vidas que precisam dessa completamente para viver. Você é um cidadão de bem. Que vive conforme seus príncipios. E age conforme o que acha correto. Nunca roubou ou matou. Trababalha e é médica. Você sabe que é uma pessoa boa. Abrange pessoas que podem não gostar de você. Sem motivos ou por seus motivos próprios. Pessoas que não convivem com você. Envolvendo seu convívio com seus filhos. Mas que moram no mesmo condomínio que você. Existem pessoas que não gostam de você, que moram no mesmo lugar que você, e que querem te prejudicar. Isso posso afirmar com certeza. Sem motivos. Porque tenho provas. Lembro-me de tudo o que eu já vivi com meus filhos, a Sarah está já com oito anos, e o Miguel, com sete anos. Lembro- me de tudo o que vivemos até este momento. De quando bateram no meu carro aqui dentro. O carro estava parado na garagem, e quando cheguei do plantão, a traseira estava amassada. E de que fui falar com o síndico, e não foi tomada nenhuma providência. Não foi feita nenhuma sindicância ou reunião. Fui obrigada a arcar com o prejuízo sozinha. Sempre quis me mudar desse lugar. Me sinto uma refém aqui dentro. Sou uma mãe separada, de dois filhos. Acho que a única do condomínio. E sujeita a qualquer tipo de violência aqui dentro. Um dia, chegando do plantão, vi que minha primavera havia sido cortada. Nem pediram minha aurtorização. Uma primavera que havia sido plantada desde quando havia mudado para cá. E fui a primeira moradora. Foi amputada dessa forma. Também me lembro de quando a chave do meu carro quebrou e ele havia ficado na padaria. Sem razão aparente depredaram meu carro todinho. Já sofri ameaças gravíssimas neste lugar. Não quero que meus filhos cresçam aqui. Até eu conseguir um guincho ou o chaveiro, acabaram com ele e ele estava estacionado na padaria. Acho que se tivesse deixado ele na rua, não tinham depredado ele tanto. Não existem interfones no condomínio. É um lugar esquisito de se morar. As pessoas não se ajudam. As crianças são dispersas e sempre saem brigas lá fora, principalmente quando meus filhos estão brincando. Cada um faz suas regras. É o porteiro quem seleciona quem vai entrar ou não. Ele não te comunica. Aqui não tem campainha. Qualquer um pode ter acesso a sua casa. Existem pessoas que nem te conhecem e não gostam de você. Existe algo oculto e muito ruim neste lugar. Cheguei a sentir nojo desse lugar. Mas temos que sobreviver. Me lembro desde quando eles nasceram nesse lugar. E de tudo que já passamos até aqui. Da minha separação, e da violência que sofri neste lugar. Tudo o que eles já passaram. De tudo o que eu já fiz para sustentá-los. Meus Deus, quem está de fora não tem nenhuma ou qualquer convivência com a gente. Lembro-me da alegria das crianças chegando da escola. E de não poderem brincar na rua. Crianças bem cuidadas. E felizes.

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